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28 de Julho 2011

Há notícias que nos envergonham enquanto seres humanos. Há, por vezes, uma auto-destruição sem paralelo noutras espécies.

Um exemplo disso é a brutalidade vista nos olhos ignorantes de um cérebro que não pode existir, Curt Trennepohl. Recuso-me em aceitá-lo.

Desde o tempo da ditadura brasileira que existe um projecto de construção hidroeléctrica; Belo Monte. Entre avanços e recuos desde 1975, a barragem será efectivamente construída, depois de bloqueada por um juiz federal (estado do Pará), depois de re-aprovada por tribunal superior, depois de corroborada por uma outra deliberação de dia 3 de Junho deste ano. É triste: as forças trabalhistas empunhadas por Luiz Inácio não têm a mesma tarimba no pulso da Dilma. Mas serão eles os culpados? É claro que não.
No Brasil e no mundo quem manda são os interesses económicos, a ganância e claro que uma sobrelotação do planeta em nada vem ajudar.

A reportagem fala por si, mas reflictam bem...

Que direito tem o nosso modo de viver, tão doente e insustentável, de irromper por uma comunidade simples, que manteve a inteligência de viver com não mais do que aquilo que a Terra lhe pôde dar?

Que raio de pertensiosismo é o nosso em admitir que a evolução e crescimento económico de um país se dá produzindo mais e mais? Numa sociedade em que nascer, consumir e morrer é um caminho sem retorno - estúpido - é quase vergonhoso ter nascido numa aldeia globalizada desta maneira. Não deveríamos nós aprender algo com os habitantes das margens do Xingú?

O Brasil é um país magnífico que se encontra agora em frente a dois caminhos: o de um crescimento torto para não mais se endireitar ou o de um crescimento exemplar para um Mundo a esmifrar-se de recursos.


VER REPORTAGEM: http://sixtyminutes.ninemsn.com.au/videoindex.aspx?videoid=49f44691-501b-41b9-b753-bb77ee77082b


28 de Novembro 2011

12 de Dezembro 2011

Afinal, acredito. A vida fácil dos tolos boémios não funcionou, dou por mim contigo mais que real. Feitas as contas, a vida fácil dos tolos boémios é bonita como o circo ou a magia do caleidoscópio. Mas estes falta-lhes realidade; a matéria sobre o reflexo, a alma sobre a magia.
Afinal custa, mas acredito. A paixão e mais isto: vemo-nos por dentro, num "eu" grande demais para caber o outro. Custa, desculpa, mas é verdade: a betesga continua apertada e o Rossio não consegue passar. Vejo-me melhor e nem sempre sou bom. Agora estou contigo e nem sempre sou bom. 

Afinal acredito, mas preciso de ti. Porque sozinho era mais fácil mas não fazia tanto sentido.
 

2 de Janeiro 2011

Obrigado ADDHU:
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